19/02/2012

Minhas motos: CBX 250 Twister

Hoje eu queria falar sobre a minha motoca atual, uma Honda CBX 250 Twister 2006/ 07.

Em primeiro lugar, esse não é exatamente o meu tipo de moto, pois com 1.80m e mais de 100 kg, o que casa com o meu biotipo são as motos trail, pois elas são altas e com suspensões de longo curso, mas eu precisava vender a minha moto anterior, uma XT 600E 2003, por causa dos custos (principalmente despesas combustível), e essa Twister foi o melhor negócio que me apareceu.

Uma coisa que foi decisiva para eu pegar essa moto: ela estava apenas com 14 mil km, e a moto não tinha nenhum daqueles encardidos de chuva, de poeira, de graxa. Muitos parafusos ainda tem aquele verniz de fábrica, os pneus estão bons, a relação de transmissão também. Enfim, a moto está muito nova, muito conservada, e depois das motos que tive antes, uma Tornado 2002 surrada, e uma XT600 E que já tava batendo nos 60 mil km muito bem rodados, pegar uma moto novinha, sem problemas, amassados, barulhos, enfim, era o que eu queria.

Mas vamos falar da moto em si. Os pontos positivos são o tanque com boa capacidade (~15 litros) e baixo consumo: estou fazendo a incrível marca de 28 km/l!!! Foi a primeira vez na vida que eu consegui fazer uma média como essa. Com esse consumo, e com o tanque grande, dá pra rodar 400 km com um tanque! Para efeito de comparação, na Tornado eu abastecia a cada 160 km, e na XT, a cada 180 km. Isso pode parecer bobagem, mas parar para abastecer duas, três vezes na semana, me toma um tempo precioso.

O painel no formato de dois copos, com um mostrador digital no centro, apesar de ter um visual meio ultrapassado, é bem completo e apresenta todas as informações que eu considero essenciais e que deveriam ser obrigatórias numa moto: velocidade (claro), tacômetro (é muito importante para uma pilotagem correta, dentro das faixas de melhor torque e potência do motor), relógio (depois de se acostumar a ter relógio no painel, você nunca mais vai querer uma moto sem este acessório!), odômetro total e parcial, além de marcador de combustível, que, por sinal, sempre marcou corretamente o volume de gasolina no tanque.

Ainda falando das qualidades, o banco e razoavelmente confortável, e o visual da moto, ainda que meio antigo, é muito bonito. As rodas de liga leve, com pneus sem câmara, são muito bonitas e fáceis de se limpar: está aí outra característica que eu vou buscar ter nas minhas motos daqui em diante: as rodas de liga leve têm manutenção infinitamente mais simples do que as rodas raiadas.

De velocidade final é difícil passar de 110km/h reais (sem forçar o motor). Nessa hora o velocímetro estava marcando 130km/h. Forçando um pouco o motor é possível chegar a 120 km/h, e o velocímetro passa a indircar ~140km/h! Agora entendi porque que tem gente que anda pelos fóruns da vida dizendo que faz 140, 150 km/h numa Twister, huahuahua! Coitadinhos, mal eles sabem que estão andando, na verdade, a 120-125 km/h! Este erro na medição da velocidade é um pouco exagerado, não? Como o painel é eletrônico, e por isso deveria ser bem preciso, eu aposto minhas fichas que esse erro de até 15% na leitura da velocidade real faz parte do projeto original da moto...

Com relação aos defeitos, ela tem quatro pontos negativos que eu destacaria:
    - a suspensão não copia bem as irregularidades do terreno, pois têm  pequeno curso, o que força um pouco os braços, punho e coluna, tornando a viagem cansativa depois de algum tempo;
    - a posição de pilotagem, que destrói a minha coluna (como alguém pode gostar de andar de moto nessa posição?!);
    - a pequena rigidez do quadro, que dobra quando eu entro forte numa curva. Eu costumava dizer que essa moto não faz curva, até o dia em que fiz aquela viagem para Caraguá, e na volta eu vi um carinha de Twister destruindo as curvas da subida da serra. O sujeito chegava a quase raspar o escapamento no asfalto! Então hoje eu digo que essa moto não faz curva comigo, hehe. E se o piloto for pesado e o asfalto for ondulado, não faz mesmo.
     - o câmbio é duro e é difícil achar a posição de Neutro, e quando eu acho, muitas vezes é um falso neutro: basta soltar a embreagem para a moto estancar. Outras vezes a moto dá falsa primeira marcha, aí quando abre o sinal e eu acelero, ela pula para o neutro, o que é super perigoso se um carro  estiver atrás de você;

Esses defeitos não me fazem sentir vontade de vender a Twistinha, mas incomodam um pouco

Porém no momento o que mais pesa é o baixo consumo de combustível, pois eu rodo 50-60 km todos os dias, e o consumo da moto faz uma bruta diferença no bolso no final do mês, então é ponto positivo pra Twister!

Uma coisa que não chega a ser negativa, mas que eu estranho, é que o motor só gosta de altos giros, e andar entre 5 e 8 mil rpm é normal, enquanto na XT eu sempre ficava entre 3 e 4,5 mil, numa tocada mais tranquila.

Veredito final: é uma boa moto, muito leve, econômica, bonita, ágil, tem mercado relativamente bom. Recomendo para quem não é alto e para que não é pesado. Gosto dela, mais ainda prefiro uma trail :D


Editado em 11/02/2013: A Twister foi vendida há poucos dias... para saber qual é a minha nova moto, clique aqui!

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